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Havia uma estrada serpenteando entre as montanhas. Uma estreita faixa de asfalto sem acostamento, com trânsito sossegado, fluindo gota a gota por sucessivos túneis verdes: a copa das árvores se enlaçava no alto e onde elas eram baixas ou inexistiam, grandes rasgos de céu vertiam luz inundando as margens e as encostas próximas.

Num domingo antigo, duas pobres senhoras devotas caminhavam rente à estrada retornando da missa quando foram atropeladas por um caminhão desgovernado dirigido por um bêbado. Morreram ambas e no local, duas cruzes de concreto brancas foram fincadas na terra arroxeada e crua, donde toda erva foi diligentemente capinada; paralelas, miravam o asfalto, dele distantes uns cinco metros. Uma laje de concreto, de uns cinco centímetros de espessura, com uma área de menos de um metro quadrado, foi deitada rente ao chão em frente às cruzes.

Então, sobre essa rústica mesa pedregosa foram as pessoas simples do lugar ajeitando santos de gesso, estatuazinhas pagãs, terços, colares, cordas, flores de plástico e flores de verdade colhidas nos jardins e nos campos, numa profusão tamanha que, em pouco tempo, aquele pequeno espaço se fartou. E um quadro absolutamente caótico, grotesco, bizarro se materializou incendiando a paisagem. Uma diminuta obra coletiva, sempre em mutação, de celebração da morte e, paradoxalmente, também, de celebração da vida. Exposta às intempéries, enraizou-se na paisagem como monumento vivo.

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